terça-feira, 27 de janeiro de 2015

POR UMA POLÍTICA DA DIFERENÇA

 Nesta aula foi proposto que fizéssemos um resumo do texto Por uma política da diferença; Elizabeth Macedo.  http://www.scielo.br/pdf/cp/v36n128/v36n128a04.pdf    Procurando apresentar situações ou dados da realidade para dialogar com o texto.
 
No Brasil, principalmente para o exterior, têm-se construida a ideia de que pessoas de várias raças e culturas vivem pacificamente como uma espécie de "mistura" em perfeita harmonia, o que não é verdade. 
Aqui ainda há, em grande escala, o preconceito para com o "diferente", o que escapa do padrão do homem branco, europeu e heterossexual.
 As ideias de nação e de Estado moderno foram os principais responsáveis pela construção de ilusões de homogeneidade, quer por uma suposta assimilação do diferente, quer por sua exclusão na figura do "outro". Para que tal argumento prevalecesse ou mantivesse-se necessário é que um coletivo chamado nação se sobrepusesse aos interesses individuais dos sujeitos.
Existe ainda as propostas conservadoras, estas, negam a descrição multicultural, ou, se não negam, defendem uma cultura comum padrão. De forma geral, os conservadores se contrapõem tanto aos programas de discriminação positiva quanto às alterações nos currículos escolares visando criar uma zona de visibilidade sobre as culturas das minorias. Veem as culturas de grupos minoritários como manifestações inferiores que deveriam ser abolidas por um projeto educacional que visa a igualdade. Criticam, portanto, qualquer política identitária baseada na diferença e propõem a sua assimilação às tradições da maioria. As propostas conservadoras produzem uma ideologia da assimilação, pela qual pretendem que jovens de culturas minoritárias passem a participar da cultura iluminista como se fosse sua.
 A interação entre as culturas é necessária, mas deve ser pensada não como somatório ou equivalência (tradução) entre repertórios de sentidos partilhados, mas como algo que se dá entre culturas como espaço de enunciação. Dessa forma, aceita-se que o diálogo comunicativo seria capaz de constituir identidades mais flexíveis e menos arbitrárias, de ampliar a compreensão do outro e do próprio eu e de estabelecer “virtudes comunicativas”, dentre as quais a tolerância e o respeito às diferenças. Propunham, então, a criação de redes inter-subjetivas tanto para criar significados comuns quanto para viabilizar“a compreensão, a tolerância e o respeito entre as diferenças.
  No campo educacional, a conceitualização da cultura como repertório ou acervo de significados a serem manipulados ainda está muito presente em propostas curriculares, mesmo quando explicitam preocupação com a diferença, frequentemente, a cultura é pensada como algo externo à situação pedagógica de onde se deve tirar “os conteúdos” que serão trabalhados por um currículo inter/multicultural. Mesmo se contrapondo aos princípios universalistas da nação ou mesmo do Iluminismo, acabam por estabelecer culturas particulares como totalidades.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

ENTREVISTA

Foi proposta a seguinte atividade: A partir da escola escolhida para a análise já citada em postagens anteriores, deveria ser feita uma entrevista com a mesma;
Meu grupo selecionou a escola Municipal Albertino Lopes, localizada em Belford Roxo.


https://docs.google.com/document/d/1rvQfC-QJYFctqn0mabsLmELMk26rRZ7rk5mcLhf436U/edit
Foram feitas as seguintes perguntas:

Sobre a diminuição do IDEB do ano de 2011 (4,1) para em 2013 (3,8)
O aumento da reprovação desde 2010
Quanto ao fato de o 5° ano da escola ter taxas melhores de aprendizagem em matemática e português do que o município de Belford Roxo em geral

As respostas podem ser encontradas no link inserido acima 


















terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Dando continuidade ao assunto referente ao tema REPROVAR OU NÃO REPROVAR? PROBLEMAS, DEBATES E DESAFIOS



Foi proposta a seguinte tarefa: Fazer um estudo sobre as taxas de aprovação, reprovação e abandono do Município de Duque de Caxias (ou de outro município), percebendo as alterações nos anos de 2010, 2011 e 2012.  Fazer, também, uma interpretação dos dados estatísticos.
Meu grupo selecionou uma escola de Belford- Roxo: Escola Municipal  Albertino Lopes, localizada no Parque São José , rua Apeíba, CEP: 26110-150. 

http://pt.slideshare.net/1989angelbauer/slide-ivan-reprovao-parte-final-42262413?related=1 

Através do estudo das análises de reprovação, aprovação e abandono escolar foi possível chegar as seguintes conclusões:
  
 Esta análise compreendia os anos de 2010, 2011 e 2012, onde obtemos as seguintes estáticas:
                2010
       14,3%         de reprovação
       1,1%         de abandono
       84,6%        de aprovação

                2011  
       15%         de reprovação
       1,3%     de abandono
       83,7%     de aprovação
               2012
       17,6%      de reprovação
       0,9%      de abandono
       81,6%     de aprovação
       
No link acima construímos nossa análise. (Basta clicar)
    

DESIGUALDADES ESCOLARES E DESIGUALDADES SOCIAIS: ATIVIDADE 2

 Dando continuidade ao debate sobre "reprovação/aprovação", deve-se proceder a leitura do seguinte  texto "Desigualdades escolares e desigualdades sociais", de Teresa Seabra. Ele deverá subsidiar mais ainda a atividade sugerida de pesquisa sobre dados da realidade escolar da rede municipal de Duque de Caxias ou de outra cidade da Baixada Fluminense. 
 Nosso objetivo
 é, em grupo, elaborar um pequeno resumo sobre o texto:


"Desigualdades escolares e desigualdades sociais" de Teresa Seabra, que trata do" fracasso escolar" das camadas populares, para nos apoiar nas analises dos dados  de reprovação da escola Albertino Lopes.
 O nosso grupo destacou os seguintes aspectos do texto:

  A teoria mercantilista ainda existente na escola na qual  "quem reprova é o culpado, pois, não se esforçou', coloca os alunos menos desfavorecidos em desvantagem.Uma vez que exige de indivíduos de realidades sociais totalmente diferentes e normalmente desiguais os mesmos resultados daqueles que são favorecidos financeiramente e culturalmente. Sendo as  diferenças culturas entre classes dominadas e dominantes um fator primordial na definição do fracasso ou sucesso escolar. Haja vista que a cultura que a escola valoriza é a da classe dominante.
 Neste ínterim não há como não nos referirmos às políticas públicas compensatórias como as ações afirmativas, que apesar de resolverem a problemática do acesso ainda não foi capaz de resolver a dificuldade na permanência.
 Portanto,  percebe-se que os alunos com famílias pouco escolarizadas sofrem com insucesso escolar.E que embora tenha havido uma democratização de acesso às  séries iniciais  ocorreu um deslocamento das desigualdades para os níveis superiores de ensino.
  Um outro dado interessante que  SEABRA( 2009) coloca é que quanto ás diferenças territoriais dos estudantes é  que se mostra maior a chance de que os alunos que residem longe dos centros urbanos  ou nas periferias  destes  terem menor desempenho do que  os que residem nas zonas  de maior desenvolvimento econômico  e cultural.
 Curiosos e digno de extrema alegria é perceber na abordagem deste estudo que que os alunos  de minorias diferenciadas podem se igualar seus resultados aos dos alunos autóctones muitas vezes até superá-los.
 A família e a escola possuem   funções sociais  educacionais e políticas  na medida em que contribuem na formação da criança. As duas são responsáveis por emitirem e construírem o conhecimento cultural da criança, modificando assim as formas de funcionamento psicológico de acordo com o ambiente.Ambas possuem características que são vistas como fundamentais para o processo evolutivo da criança.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

DESIGUALDADES ESCOLARES E DESIGUALDADES SOCIAIS

ATIVIDADE 1:

Em grupo, nós tivemos que analisar duas imagens, discutir sobre os sentidos que emergem delas e produzir um pequeno texto apontando a opinião do grupo sobre as situações apresentadas, articulando-as com a realidade da escola pública. 

A seguir estão as imagens citadas anteriormente; 





Refletindo criticamente sobre a imagem verbal e a não verbal; chegamos a seguinte conclusão:

Na primeira imagem é possível perceber um claro pedido de socorro devido ao símbolo (S.O.S). Neste contexto onde alunos e professores encontram-se aprisionados por métodos de ensino antiquados, onde o professor é visto como o possuidor de todo o conhecimento (levando em conta sua posição no tablado) e os alunos meros espectadores. Além disso, é possível perceber, no canto do olho, uma vidraça quebrada, mostrando a decadência na qual as instituições públicas vivem, como consequência do descaso dos Órgãos Públicos. 
Dessa forma os professores das escolas públicas são obrigados a trabalhar em condições infinitamente inferiores aos das escolas privadas, porém são forçados a apresentar os mesmos resultados satisfatórios destas últimas, como se as condições fossem as mesmas. 
Por tais razões é que escolas públicas apresentam um resultado inferior no IDEB - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (presente no canto esquerdo da imagem). 

Já na segunda imagem ocorre uma dura crítica aos métodos de avaliação empregados no nosso país onde parece que o único objetivo de tais avaliações é reprovar. A avaliação deveria ser utilizada pelos professores para que estes fizessem uma análise do seu próprio trabalho e descobrirem o que está funcionando e o que está dando errado; ela não deve ser usada para rotular o aluno, para dizer se ele é bom ou ruim e muito mesmo como punição. Por isso, a ironia utilizada pelo personagem Manolito na tirinha, compara este método distorcido com a relação comercial só que em um sentido negativo. 






quinta-feira, 27 de novembro de 2014

REPROVAR OU NÃO REPROVAR? PROBLEMAS, DEBATES E DESAFIOS

Nesta aula o foco da nossa turma, estudantes do 4° período de pedagogia, foi direcionado para a questão do quadro de reprovação/repetência escolar nos anos iniciais do ensino fundamental. 
Com base neste tema, a principal proposta foi: Problematizar,discutir e refletir melhor sobre as causas  e as consequências deste tão alto índice de reprovação no ensino fundamental das escolas públicas.
Para tal feito, foram propostas as seguintes atividades;
  • A partir  das matérias citadas acima, indicar os aspectos com os quais concorda e levantar os aspectos problemáticos apontados pelas reportagens. 
Eu concordo plenamente quando a matéria http://revistaescola.abril.com.br/formacao/repetencia-erro-se-repete-cada-ano-567983.shtml  afirma que a repetência pode levar os estudantes a perderem o estímulo e a autoestima. Acredito também que o sistema joga a culpa pelo fracasso escolar nos alunos, nos pais, no sistema sociopolítico, mas raramente no despreparo dos professores, nas falhas de sua formação ou na organização escolar. 
Na matéria Nos exames, países que proíbem a reprovação se saem melhor  Sergei Suarez Dillo- Soares, técnico de planejamento e pesquisa da Diretoria de Estudos Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), afirma que "a ameaça de não passar de ano serve como incentivo para que as crianças estudem com mais afinco" . De acordo com essa afirmativa, ao meu ver, ele não leva em consideração o poder que a autoestima tem em relação a aprendizagem; isso porque, quando uma criança é reprovada, ela automaticamente fica desacreditada de suas potencialidades e capacidades, assim como todos os que a cercam . Dessa forma, a criança acredita que não tem capacidade de aprender e ela literalmente não aprende. 
Os que são adeptos a reprovação acreditam que, sem o poder de reprovar, o professor perde sua autoridade diante dos alunos. Ora! Mesmo com um índice tão alto de reprovação de 18,7 % no Ensino Fundamental, o que mais podemos perceber é professores gritando "a torto e a direito" o quão mal-educados, desrespeitosos e desinteressados estão seus alunos; logo, eles estão questionando a perda de uma autoridade que, na verdade, nunca tiveram. 

  • A segunda parte da atividade consiste na formação de grupos e na escolha de uma escola para a realização do levantamento das taxas de aprovação, reprovação e abandono desta determinada instituição. Meu grupo selecionou uma escola de Belford Roxo, porém esta atividade será apresentada aqui neste blog por mim mais adiante, quando todas as nossas considerações estiverem concluídas. 



domingo, 26 de outubro de 2014

DEBATE - PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

Na aula do dia 22/10/2014 foi organizado um debate sobre o texto "Projeto Político-pedagógico da escola: Uma construção coletiva; de Ilma Passos Alencastro Veiga."http://nead.uesc.br/arquivos/Biologia/modulo_7_bloco_4/TEXTO.3-VEIGA-ILMA-PASSOS-PPP-UMA-CONSTRUCAO-COLETIVA.pdf
Este debate foi extremamente interessante, pois discutimos os assuntos do texto relacionando com as nossas experiências em sala de aula; tanto na posição de alunos como na posição de professores atuantes.
Nossa Turma dividiu-se em dois grupos e cada um fazia perguntas, sobre os assuntos tratados no texto, para o grupo contrário.
Neste jogo de perguntas e respostas chegamos as seguintes conclusões: Tudo que fazemos na vida é uma política; planejamentos, escolhas, projetos... Desse modo, é óbvio que encontraremos política na escola, mas, no projeto político pedagógico, onde encontramos o aspecto político? Encontramos o aspecto político quando a escola propõe-se a formar cidadãos críticos e não só acumuladores de conhecimento, quando vemos professores empenhados na função de fazer seus alunos refletirem em relação a sociedade em que estão inseridos e, até mesmo, refletir sobre o próprio sistema escolar ao qual estão submetidos.
A parte pedagógica está na relação professor-aluno; o professor não tem somente a função de transmitir conhecimentos como se fosse o "dono da razão", é preciso que os alunos tenham a chance de também produzir conhecimento e não só absorver o que é passado pelo professor.

Este vídeo https://www.youtube.com/watch?v=zcCRaEy3JR8 mostra o educador Vasco Moretto falando sobre o Projeto Político Pedagógico, onde ele afirma a importância da formação de cidadãos críticos ao invés de acumuladores de conhecimento e sobre a relação professor-aluno, onde o professor deve agir como mediador e não como detentor do saber.